Depilação a laser em Florianópolis com dermatologista
A depilação a laser é oferecida em estabelecimentos de naturezas diversas. No consultório da Dra. Juliana Sandin, o procedimento é realizado em ambiente médico, precedido de avaliação do tipo de pele e do tipo de pelo de cada paciente. Essa avaliação tem função técnica definida: é ela que determina o equipamento, os parâmetros de aplicação e a segurança do tratamento.
Como funciona a depilação a laser
O laser emite uma luz que é absorvida pela melanina do pelo — o pigmento que lhe dá cor. Essa energia vira calor, e o calor danifica a estrutura que produz o pelo.
Duas consequências práticas decorrem disso:
Só funciona bem em pelo com pigmento. Pelo branco, grisalho ou muito claro tem pouca melanina e responde mal, independentemente do aparelho.
Só funciona no pelo em fase de crescimento. Os pelos de uma mesma região não crescem em sincronia — a cada momento, apenas parte deles está na fase em que a raiz está ativa e conectada. Por isso são necessárias várias sessões, espaçadas: cada uma alcança um grupo diferente.
Quantas sessões são necessárias
Em média, de seis a dez sessões, com intervalo de quatro a oito semanas conforme a região. Rosto costuma exigir intervalos menores; pernas e costas, maiores.
Quantas exatamente, no seu caso, depende da região, da densidade e da cor do pelo, do seu tipo de pele e de fatores hormonais. Alterações hormonais — como síndrome dos ovários policísticos — podem exigir mais sessões e manutenções periódicas, e isso é avaliado na consulta.
Os pelos tratados costumam cair entre uma e três semanas após a sessão. Nesse período pode parecer que eles estão “crescendo”: em geral é o pelo sendo eliminado, não voltando.
Sobre “definitiva”: o termo tecnicamente correto é redução duradoura de pelos. O tratamento reduz de forma significativa e prolongada a quantidade e a espessura, mas não garante ausência permanente de todo e qualquer pelo. Quem promete “definitiva” está prometendo o que não pode cumprir.
Funciona em qualquer tipo de pele e de pelo?
Esta é uma questão de segurança, não de estética — e é uma das principais razões para o procedimento ser feito com avaliação médica.
O laser busca a melanina. Quando a pele também tem muita melanina, existe concorrência: parte da energia pode ser absorvida pela pele em vez do pelo, com risco de queimadura e de alteração de pigmentação.
Isso não significa que pele negra ou parda não possa fazer depilação a laser. Significa que o equipamento e os parâmetros precisam ser adequados ao fototipo — comprimentos de onda com maior penetração e menor absorção pela melanina epidérmica, resfriamento eficiente e parâmetros conservadores. Feito assim, o tratamento é seguro.
O que não é seguro é aplicar o mesmo protocolo em todo mundo.
E o inverso também vale: pelo claro, ruivo, grisalho ou branco responde pouco ao laser, em qualquer tipo de pele. Nesses casos, a avaliação vai dizer isso antes de você começar um pacote — e não depois.
Segurança: quem pode e quem não pode fazer
Gestantes. A conduta usual é adiar. Não existe evidência de que o laser cause dano ao feto — a energia não atinge estruturas profundas —, mas também não existem estudos de segurança em gestantes, porque esse tipo de estudo não é feito. Diante da ausência de evidência, e considerando que o tratamento é eletivo, adia-se. Além disso, as alterações hormonais da gestação atrapalham o resultado.
Lactantes. Em geral é possível, com avaliação. A região das mamas costuma ser evitada durante a amamentação.
Durante a menstruação. Não há impedimento. O que muda é a sensibilidade, que tende a ser maior em alguns dias do ciclo — se possível, evite marcar as regiões mais sensíveis nesse período.
Idade mínima. Não existe um número que sirva para todos. Antes do fim da puberdade, o padrão de pelos ainda está mudando, e o resultado tende a ser menos estável. Para menores de idade, a avaliação médica e a autorização dos responsáveis são necessárias.
“Faz mal à saúde?” O laser usado é não ionizante — ele não penetra além da pele e não atinge órgãos. O que existe são riscos locais: queimadura, alteração de pigmentação e foliculite, todos ligados a parâmetro inadequado ou a cuidado insuficiente com a exposição solar.
“Tem relação com câncer?” Não há evidência de que a depilação a laser cause câncer. A radiação envolvida é não ionizante — diferente da radiação ionizante (como raios X), que é a associada a risco oncológico. Um ponto que importa mais: o laser não trata lesões de pele, e não deve ser aplicado sobre pintas. Se você tem pintas na área a ser tratada, elas precisam ser avaliadas — e essa avaliação é o valor de fazer o procedimento com dermatologista. Se alguma mudou de aspecto, veja cirurgia dermatológica.
Outras situações que exigem avaliação: uso de isotretinoína, uso de medicamentos fotossensibilizantes, histórico de herpes na região, tatuagem na área, bronzeamento recente e pele com lesão ativa.
Dói?
A sensação mais relatada é a de um elástico estalando na pele, seguida de calor. Não é indolor, mas a maioria das pessoas realiza sem anestesia.
A intensidade varia bastante por região: axilas, virilha e buço tendem a ser mais sensíveis; pernas e braços, menos. Equipamentos com sistema de resfriamento reduzem consideravelmente o desconforto, e a intensidade também é ajustável.
Se a sensibilidade for um problema para você, diga na consulta — existem recursos, incluindo anestésico tópico aplicado antes.
Cuidados antes e depois
Antes da sessão: raspar a região com lâmina de um a dois dias antes (nunca depilar com cera, pinça ou linha nas semanas anteriores — o laser precisa do pelo com a raiz no lugar); não usar autobronzeador; evitar exposição solar intensa.
Depois da sessão: fotoproteção rigorosa na área tratada; evitar sol direto, sauna, banho muito quente e exercício intenso nas primeiras 24 a 48 horas; não esfoliar; manter a pele hidratada.
Entre as sessões: pode raspar com lâmina normalmente. Cera, pinça e linha estão proibidas — elas removem a raiz, que é justamente o alvo do laser.
Em Florianópolis, um ponto prático: vivemos em cidade de praia, e a exposição solar é o principal fator de risco para alteração de pigmentação depois da sessão. Por isso muitos tratamentos são planejados para começar fora do pico do verão, ou com compromisso real de fotoproteção.
Riscos e contraindicações
Riscos possíveis: queimadura, com formação de bolha em casos mais intensos; hiperpigmentação (escurecimento) ou hipopigmentação (clareamento) temporárias; foliculite; e, raramente, hipertricose paradoxal — aumento de pelos finos em área próxima à tratada.
Todos esses riscos aumentam com parâmetro inadequado ao fototipo e com pele bronzeada. É por isso que a avaliação prévia importa, e por isso o protocolo é individual.
Contraindicações: gestação (por conduta); lesão ou infecção ativa na área; uso atual de isotretinoína, com necessidade de intervalo após o término; pele recentemente bronzeada; determinadas condições de fotossensibilidade.
Quem realiza: Dra. Juliana Sandin
Dra. Juliana Sandin, médica dermatologista, CRM/SC 13.904 · RQE 10078. Av. Trompowsky, 291 — Centro, Florianópolis.
Perguntas frequentes
Grávida pode fazer depilação a laser?
A conduta usual é adiar. Não há evidência de dano, mas também não há estudos de segurança em gestantes — e, sendo um tratamento eletivo, não se assume risco desconhecido. As alterações hormonais da gestação também prejudicam o resultado.
Dói?
Sensação de elástico estalando seguida de calor. Varia por região e é reduzida por sistemas de resfriamento. A maioria faz sem anestesia.
Pode fazer menstruada?
Não há impedimento. A sensibilidade tende a ser maior em determinados dias do ciclo, o que constitui a única diferença prática.
Quantas sessões são necessárias?
Em média de seis a dez, com intervalo de quatro a oito semanas. O número exato depende da região, do pelo, do fototipo e de fatores hormonais.
A partir de que idade pode fazer?
Não há um número universal. Antes do fim da puberdade o padrão de pelos ainda muda e o resultado é menos estável. Para menores, é necessária avaliação médica e autorização dos responsáveis.
Faz mal à saúde? Tem relação com câncer?
O laser é não ionizante, atua na pele e não atinge órgãos. Não há evidência de relação com câncer. Os riscos existentes são locais — queimadura e alteração de pigmentação — e ligados a parâmetro inadequado ou exposição solar.
Funciona em pele negra?
Sim, desde que o equipamento e os parâmetros sejam adequados ao fototipo. O que não pode é aplicar o mesmo protocolo usado em pele clara.
Quais cuidados depois da sessão?
Fotoproteção rigorosa, evitar sol direto, sauna e exercício intenso por 24 a 48 horas, não esfoliar e manter a pele hidratada.
Depilação a laser em Florianópolis
Atendimento presencial exclusivamente na Av. Trompowsky, 291 — Centro, Florianópolis/SC. WhatsApp: (48) 98454-1315.
