Cirurgia dermatológica em Florianópolis
Nem toda alteração na pele precisa ser removida — e algumas precisam ser avaliadas com prioridade. A cirurgia dermatológica é a área que cuida da remoção de lesões de pele em consultório, com anestesia local, e do envio do material para exame quando isso é necessário.
Se você notou uma pinta que mudou, um caroço que cresceu ou uma ferida que não cicatriza, o passo é a avaliação — não a conclusão.
O que é cirurgia dermatológica e quando ela é indicada
É o conjunto de procedimentos cirúrgicos feitos pelo dermatologista para remover ou tratar lesões da pele, das unhas e dos anexos.
As situações mais comuns:
- Pintas (nevos) que mudaram de aspecto ou que geram dúvida na avaliação
- Cistos — como o cisto epidérmico, popularmente chamado de sebáceo
- Lipomas — nódulos de gordura sob a pele
- Verrugas e ceratoses que não respondem a tratamento tópico
- Lesões com suspeita de malignidade, incluindo os tipos de câncer de pele
- Biópsias, quando é preciso examinar um fragmento para fechar diagnóstico
A indicação pode ser diagnóstica (identificar a natureza da lesão), terapêutica (tratá-la) ou ambas simultaneamente.
Quando uma pinta precisa ser avaliada
Existe um conjunto de sinais que a Sociedade Brasileira de Dermatologia usa para orientar a população sobre quando procurar avaliação. Ele é conhecido pela sigla ABCDE:
- A — Assimetria: uma metade diferente da outra
- B — Bordas: contorno irregular, mal definido
- C — Cor: mais de uma cor na mesma lesão, ou mudança de cor
- D — Diâmetro: acima de 6 milímetros
- E — Evolução: mudança de tamanho, forma, cor, ou surgimento de coceira, sangramento ou ferida que não cicatriza
Uma ressalva de importância clínica. Esse conjunto de sinais serve para orientar a procura por avaliação médica, não para que o próprio paciente conclua um diagnóstico. Lesões malignas podem não apresentar nenhum desses sinais, e lesões completamente benignas podem apresentar vários. Autoexame identifica o que merece ser olhado; quem diagnostica é o exame médico — frequentemente com dermatoscopia, e quando necessário com exame do tecido.
Na dúvida, o caminho é a consulta.
Como é feito o procedimento
O procedimento é realizado no próprio consultório, com anestesia local — ou seja, você permanece acordado, e apenas a região tratada fica anestesiada.
A etapa inicial é a anestesia, aplicada com agulha fina. A partir daí, a técnica varia conforme o tipo e a profundidade da lesão: pode ser uma excisão (remoção completa com bisturi, seguida de sutura), um shaving (remoção superficial e rente à pele), uma curetagem, ou uma biópsia de fragmento.
Quando há indicação, o material removido é encaminhado para exame anatomopatológico — a análise em laboratório que define com precisão o que era aquela lesão. O resultado é discutido com você no retorno.
A duração depende do procedimento, e a maior parte é resolvida em uma única sessão.
Recuperação e cicatriz
Depois do procedimento, a região recebe curativo e você sai com orientações específicas sobre higiene, troca de curativo e restrição de esforço.
Quando há pontos, a retirada costuma acontecer entre sete e quatorze dias, dependendo da região do corpo. Áreas de mais tensão e movimento — como as costas — exigem mais tempo e mais cuidado.
Sobre a cicatriz, a resposta honesta: todo procedimento que corta a pele deixa cicatriz. O que muda é o quanto ela fica perceptível, e isso depende de fatores que ninguém controla totalmente — a região do corpo, a tensão da pele ali, a idade, a genética e a tendência individual a formar queloide.
O que está sob controle: técnica de sutura adequada, orientação de cuidado no pós-operatório e proteção solar rigorosa da cicatriz durante os meses seguintes, que é a medida isolada que mais influencia o resultado final.
Este site não afirma que “não fica cicatriz”. O que se informa, antes do procedimento, é o resultado que se pode esperar em cada caso.
Riscos e contraindicações
Riscos possíveis: sangramento, hematoma, infecção do local, abertura de pontos, alteração de sensibilidade na região, cicatriz alargada, hipertrófica ou queloide.
O que precisa ser informado na consulta: uso de anticoagulantes ou antiagregantes; diabetes; doenças que afetam a cicatrização; histórico de queloide; alergia a anestésico local; marca-passo ou dispositivo implantado; gestação.
Alguns desses fatores não impedem o procedimento — mudam o planejamento, o cuidado e o momento de fazê-lo.
Quem opera: Dra. Juliana Sandin
Dra. Juliana Sandin, médica dermatologista, CRM/SC 13.904 · RQE 10078. Consultório na Av. Trompowsky, 291 — Centro, Florianópolis.
Perguntas frequentes
O que é cirurgia dermatológica e quando ela é indicada?
É a remoção ou o tratamento cirúrgico de lesões da pele feito pelo dermatologista. É indicada quando há suspeita diagnóstica, quando a lesão causa sintoma ou incômodo, ou quando não responde a outros tratamentos.
Como é feito o procedimento? Precisa de anestesia geral?
Não. A grande maioria dos procedimentos é feita em consultório, com anestesia local. Você permanece acordado e vai para casa no mesmo dia.
Dói? Como é a recuperação?
A anestesia local elimina a dor durante o procedimento; o que se sente é a picada inicial e sensação de pressão. Depois, é comum haver desconforto leve nas primeiras horas, controlável com analgésico simples quando indicado.
Deixa cicatriz visível?
Toda remoção deixa alguma marca. O quanto ela fica visível depende da região, da técnica e do cuidado no pós-operatório — proteção solar da cicatriz é o fator que mais pesa. Ver a seção acima.
Quais os tipos mais comuns?
Remoção de pintas, remoção de cistos e lipomas, biópsias e tratamento cirúrgico de lesões de câncer de pele.
Cirurgia dermatológica em Florianópolis
Atendimento presencial exclusivamente na Av. Trompowsky, 291 — Centro, Florianópolis/SC, CEP 88015-300. Pacientes de São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz são atendidos neste endereço.
WhatsApp: (48) 98454-1315
