Laser fracionado em Florianópolis CO2 ablativo e não ablativo

O laser fracionado renova a pele criando microcolunas de tratamento e deixando tecido intacto entre elas. É essa lógica — tratar em pontos, preservar o resto — que permite um resultado expressivo com recuperação mais curta.

O que é o laser fracionado

Em vez de tratar toda a superfície de uma vez, o laser fracionado divide a energia em microfeixes, criando colunas de tratamento espaçadas.

A pele preservada entre essas colunas funciona como reserva de reparo: ela acelera a cicatrização das áreas tratadas. Na prática, isso significa resultado de renovação profunda com menos dias de recuperação do que os lasers de superfície total usados antigamente.

O estímulo gerado leva à formação de colágeno novo nas semanas e meses seguintes.

Ablativo (CO2) e não ablativo: a diferença

Laser fracionado ablativo — CO2

Vaporiza microcolunas de tecido. É o mais potente dos dois, com resultado mais expressivo em cicatrizes, textura e rugas. Em contrapartida, tem recuperação maior: pele vermelha e edemaciada, com pontos escuros microscópicos que caem ao longo de cinco a dez dias. Costuma exigir menos sessões — às vezes uma só.

Laser fracionado não ablativo

Aquece as microcolunas sem vaporizar a superfície. A pele permanece íntegra, e a recuperação é bem mais curta — vermelhidão e leve inchaço por um a três dias. O resultado é mais gradual e exige uma série de três a cinco sessões.

Como se escolhe. Não é uma questão de qual é melhor: é o que a sua pele precisa, o quanto de recuperação você pode ter e qual o seu fototipo. Fototipos mais altos exigem cautela adicional com o ablativo, pelo risco maior de alteração de pigmentação.

O que pode ser tratado

Cicatrizes de acne — principalmente as atróficas. O tratamento pode melhorar o aspecto e suavizar as bordas das depressões; não elimina a cicatriz.

Textura irregular e poros dilatados — melhora do aspecto da superfície.

Rugas finas — sobretudo na região dos olhos e ao redor da boca.

Fotoenvelhecimento — o dano acumulado de sol, tema recorrente em quem vive no litoral.

Estrias — em especial as antigas, esbranquiçadas. O que se busca é melhora de textura e aspecto; o resultado varia bastante conforme o tipo, a largura e o tempo da estria. Não há como eliminá-las.

Manchas — ver a seção específica abaixo.

Manchas: onde entra o laser de nanossegundos

Nem toda mancha responde ao mesmo tipo de laser.

Para manchas de fotoenvelhecimento — as manchas acastanhadas que aparecem em áreas expostas ao sol — existe uma tecnologia complementar: o laser de nanossegundos, que emite pulsos ultracurtos capazes de fragmentar o pigmento com pouco calor associado. Menos calor significa menos estímulo inflamatório, o que importa muito em pele com tendência a pigmentar.

Sobre melasma, uma ressalva que precisa vir antes do tratamento: o melasma é uma condição crônica e recidivante, e é sensível a calor. Lasers podem ter papel no seu manejo, mas um laser mal indicado pode piorar o melasma — o estímulo inflamatório e o calor podem gerar mais pigmento, não menos.

Por isso, no melasma, o laser nunca é a primeira e nunca é a única medida: ele entra como parte de um plano que inclui tratamento tópico prescrito e fotoproteção rigorosa e contínua. E o objetivo declarado é controle, não cura. Ver também peeling facial.

Como é a sessão e a recuperação

A pele recebe anestésico tópico de trinta a sessenta minutos antes. Em tratamentos ablativos mais intensos, pode ser necessária anestesia local complementar.

A aplicação leva de vinte a sessenta minutos, conforme a área.

Recuperação no não ablativo: vermelhidão e leve inchaço por um a três dias. Retorno às atividades quase imediato.

Recuperação no ablativo (CO2): vermelhidão intensa e inchaço nas primeiras 48 a 72 horas; pele áspera, com pontos escuros microscópicos que caem entre o quinto e o décimo dia; vermelhidão residual que pode durar semanas. Reserve o período — não marque perto de eventos.

Número de sessões: de uma a três no ablativo; de três a cinco no não ablativo, com intervalo de quatro a seis semanas.

Quando aparece: melhora progressiva a partir de três a quatro semanas, com evolução até seis meses após a última sessão.

Cuidados, riscos e contraindicações

Fotoproteção rigorosa é a medida central, antes e depois — e ela tem implicação prática em Florianópolis: este é um procedimento com sazonalidade real. Fazer um laser ablativo às vésperas de uma semana de praia é pedir por mancha. Boa parte dos tratamentos é planejada para os meses de menor exposição solar.

Outros cuidados: usar apenas os produtos orientados; não esfoliar; não remover as casquinhas; evitar calor, sauna e exercício intenso nos primeiros dias; e, quando indicado, usar o antiviral profilático prescrito.

Riscos possíveis: hiperpigmentação pós-inflamatória — o principal, e mais frequente em fototipos mais altos e em quem se expõe ao sol no pós; hipopigmentação; infecção; reativação de herpes; e, com baixa frequência, cicatriz.

Contraindicações: gestação e amamentação; uso atual de isotretinoína, com necessidade de intervalo após o término; infecção ou lesão ativa na área; bronzeamento recente; distúrbios de cicatrização e tendência a queloide; doenças autoimunes em atividade.

Quem realiza: Dra. Juliana Sandin

Dra. Juliana Sandin, médica dermatologista, CRM/SC 13.904 · RQE 10078. Av. Trompowsky, 291 — Centro, Florianópolis.

Conheça a formação da Dra. Juliana

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o laser fracionado ablativo (CO2) e o não ablativo?

O ablativo vaporiza microcolunas de tecido — resultado mais expressivo, recuperação maior. O não ablativo aquece sem romper a superfície — recuperação curta, resultado mais gradual e em série.

Quantas sessões são necessárias?

De uma a três no ablativo; de três a cinco no não ablativo, com quatro a seis semanas de intervalo.

Como é a recuperação? Quantos dias a pele fica vermelha?

No não ablativo, de um a três dias. No ablativo, vermelhidão intensa por 48 a 72 horas, descamação até o décimo dia e vermelhidão residual que pode durar semanas.

Serve para cicatriz de acne?

É uma das principais indicações. Pode melhorar de forma significativa o aspecto das cicatrizes atróficas, sem eliminá-las. O resultado depende do tipo e da profundidade.

Posso fazer no verão?

É possível, com cautela — mas em Florianópolis, com sol intenso e rotina de praia, boa parte dos tratamentos é planejada para os meses de menor exposição. Sol depois do laser é o principal fator de mancha.

Quem não pode fazer?

Gestantes e lactantes, pessoas com infecção ou lesão ativa na área, uso recente de isotretinoína, pele bronzeada, tendência a queloide e doenças autoimunes em atividade.

Laser fracionado em Florianópolis

Atendimento presencial exclusivamente na Av. Trompowsky, 291 — Centro, Florianópolis/SC. WhatsApp: (48) 98454-1315.