Lunula laser para micose de unha em Florianópolis

A micose de unha é comum, incomoda mais do que as pessoas costumam admitir, e é das condições dermatológicas mais difíceis de tratar. Existe tratamento — e existe também bastante informação enganosa sobre ele.

O que é a micose de unha (onicomicose)

Onicomicose é a infecção da unha por fungos. É a doença de unha mais frequente na população adulta, e a chance de tê-la aumenta com a idade.

Os sinais mais comuns são a unha amarelada ou esbranquiçada, espessada, quebradiça, com descolamento do leito ou acúmulo de material esfarelento por baixo. Pode atingir uma ou várias unhas, e é bem mais frequente nos pés.

Um ponto que vem antes de qualquer tratamento: nem toda unha alterada é micose. Psoríase ungueal, traumas repetidos — muito comuns em quem corre ou usa calçado apertado —, líquen plano e outras condições produzem alterações parecidas. Tratar como micose o que não é micose leva meses de tratamento sem resultado.

Por isso o primeiro passo é a avaliação com confirmação diagnóstica, que pode incluir exame micológico do material da unha. Sem isso, você pode estar tratando a doença errada.

Por que a micose de unha é difícil de tratar

Três motivos, e conhecê-los evita frustração:

A barreira da unha. A lâmina ungueal é densa e pouco permeável. Medicamentos aplicados em cima têm dificuldade de alcançar o fungo, que está embaixo e dentro.

O tempo de crescimento. A unha da mão leva cerca de seis meses para se renovar completamente; a do pé, de doze a dezoito meses. Mesmo com o fungo eliminado, a porção já danificada não se recupera — ela precisa crescer e ser substituída. A melhora é acompanhada pela base da unha, enquanto a parte alterada permanece visível por meses.

A recidiva. A reinfecção é frequente, porque o fungo permanece no ambiente: no calçado, na meia, no chão do banheiro, no alicate.

Nenhum desses fatores desaconselha o tratamento. Eles indicam, porém, que qualquer promessa de resolução rápida é falsa.

O que é o laser Lunula e como ele age

O Lunula é um equipamento de laser frio desenvolvido para o tratamento da onicomicose.

A característica que o distingue de outros lasers usados na mesma indicação é justamente não trabalhar por aquecimento: em vez de gerar calor para destruir o fungo, ele emite comprimentos de onda de baixa potência que atuam sobre o fungo e sobre o tecido, sem elevar a temperatura.

Na prática, isso significa procedimento indolor, sem necessidade de anestesia e sem dano ao leito ungueal. A aplicação é feita com o pé posicionado no aparelho, tratando várias unhas ao mesmo tempo, e leva cerca de doze minutos por sessão.

Laser ou medicamento? Como se decide

Esta seção existe para ser honesta sobre uma comparação que costuma ser apresentada de forma tendenciosa.

O antifúngico oral tem eficácia bem estabelecida — é o tratamento com maior volume de evidência científica para onicomicose. Em contrapartida: exige uso prolongado, de três a seis meses ou mais; tem interações com outros medicamentos; e requer acompanhamento, com controle de função hepática em parte dos casos.

O laser é uma alternativa com evidência mais limitada. Os estudos disponíveis são menores e mais heterogêneos que os do tratamento oral. Isso não quer dizer que não funcione — quer dizer que a comparação entre os dois não está consolidada, e quem apresenta o laser como superior está indo além do que os dados sustentam.

Onde o laser costuma fazer sentido: para quem não pode usar o antifúngico oral, por hepatopatia, interação medicamentosa ou intolerância; para quem não quer o tratamento sistêmico; em associação ao tratamento tópico; e, em parte dos casos, combinado ao oral, e não em substituição a ele.

A decisão sai da avaliação — do seu diagnóstico confirmado, do número de unhas acometidas, da extensão do comprometimento, das suas outras condições de saúde e dos medicamentos que você usa.

Como é a sessão e quantas são necessárias

A sessão é indolor. Não há anestesia, não há corte, não há calor. Você posiciona o pé no equipamento e permanece assim por aproximadamente doze minutos.

O protocolo habitual envolve algumas sessões espaçadas ao longo de semanas — o número é definido conforme o caso.

Sobre o prazo do resultado: não há diferença perceptível na semana seguinte à sessão. A unha danificada não se regenera; ela precisa crescer. A melhora se observa pela base da unha, na parte nova que nasce sem alteração, e leva meses até ocupar toda a lâmina — de seis a doze meses nas mãos, de doze a dezoito nos pés.

O acompanhamento fotográfico ao longo do tratamento ajuda a perceber a evolução, que é lenta demais para ser notada no dia a dia.

Cuidados para não recidivar

Tratar a unha sem mudar o ambiente é o motivo mais comum de reinfecção. Estes cuidados valem tanto quanto o tratamento em si:

Calçados. Deixe arejar entre os usos e alterne os pares. Há produtos antifúngicos de uso em calçado que podem ser orientados.

Meias. Prefira algodão, troque diariamente e lave em água quente quando possível.

Secagem. Seque bem os pés, principalmente entre os dedos — é onde a umidade fica.

Alicates e cortadores. Use os seus e desinfete-os. Em manicure e pedicure, leve seu próprio material.

Trate também a pele. A micose dos pés (frieira) frequentemente acompanha a da unha e serve de reservatório. Tratar só a unha e deixar a pele é meio tratamento.

Ambientes úmidos compartilhados. Vestiário, piscina, academia e areia da praia — use chinelo.

Riscos e contraindicações

O laser frio é um procedimento de baixo risco. Não há calor, não há dano ao leito da unha, e efeitos adversos são incomuns.

O que exige avaliação antes: gestação; presença de lesão ou infecção bacteriana ativa na região; e, importante, diabetes ou alterações circulatórias nos pés — não porque impeçam o tratamento, mas porque nessas condições qualquer alteração no pé merece acompanhamento mais próximo, e a avaliação vai além da unha.

A limitação principal não é de risco, é de expectativa: o tratamento pode não eliminar completamente o fungo em todos os casos, e a recidiva é possível mesmo após resposta inicial boa.

Quem realiza: Dra. Juliana Sandin

Dra. Juliana Sandin, médica dermatologista, CRM/SC 13.904 · RQE 10078. Av. Trompowsky, 291 — Centro, Florianópolis.

Conheça a formação da Dra. Juliana

Perguntas frequentes

O tratamento a laser dói?

Não. O Lunula é um laser frio: não gera aquecimento, não exige anestesia e a sessão é indolor.

Quantas sessões são necessárias?

Algumas sessões espaçadas ao longo de semanas. O número é definido na avaliação, conforme a extensão do acometimento.

Em quanto tempo a unha volta ao normal?

A parte já danificada não se recupera — ela precisa crescer e sair. Isso leva de seis a doze meses nas mãos e de doze a dezoito nos pés. A melhora aparece primeiro na base da unha.

Preciso tomar remédio junto?

Depende do caso. Em parte das situações, a associação com tratamento tópico ou oral é indicada. O laser não é apresentado neste site como substituto do antifúngico oral — ver a seção acima.

A micose pode voltar depois do tratamento?

Pode. A recidiva é frequente na onicomicose, e é por isso que os cuidados com calçado, meia, secagem e material de manicure fazem parte do tratamento, não são um extra.

Posso pintar a unha durante o tratamento?

Converse sobre isso na consulta. Esmalte e esmaltação em gel dificultam a avaliação da evolução e podem manter umidade sob a lâmina.

Tratamento de micose de unha em Florianópolis

Atendimento presencial exclusivamente na Av. Trompowsky, 291 — Centro, Florianópolis/SC. Pacientes de São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz são atendidos neste endereço.

WhatsApp: (48) 98454-1315